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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Toque de Recolher



Pelo asfalto corre o medo
Daquilo que era pra proteger
Num vermelho vivo
De juventude impedida,
De vontade interrompida,
De olhos que fecham mais cedo
Sonhos obrigados a adormecer.

Indignados gritam pelos conceitos
Cidadania, humanidade
Sistema falho, revela os defeitos
Fala mais alto a impunidade.

De quem é a culpa, senhor?
Tá assustado, doutor?
Da segurança do seu vidro blindado
Sequer demonstra estar preocupado.
Pois deveria!
Chegou o dia
Em que a dor desce a favela
Mostra sua cara, revela a mazela
Deixa de doer só em quem sofre com ela.

A dor é grande, é de todo mundo,
Maria, Bruce, Joana e Raimundo
E tudo em claro, bem na sua frente
E até quando vai ser indiferente?

A indignação não pode escolher cor
Raça, gênero, classe social
Que te choque a violência, o horror
Que toque no teu peito igual
Que jamais te pareça banal.
Direito à vida não se estigmatiza
“Polícia para quem precisa.”

Em memória de Bruce Cristian, de 14 anos e tantos outros, anônimos, longe de serem ilustres e que sofrem, quase silenciosos, longe dos holofotes e da comoção nacional, a violência que toma conta das cidades.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Inspiração


Não venho só.
Trago palavras:
E pela boca,
Viram fumaça no ar...

A sugestão pra ouvir, vem da @ticianapaiva, e é esta aqui.
Imagem alterada, capturada do site www.overstress.com.br

sábado, 10 de julho de 2010

Das possibilidades


Quem sabe, nunca houve mentira
Apenas erro de interpretação:
O sempre tem vida útil
- expira
E o nunca às vezes chega
- pela contramão.


Sugestão para ouvir: Lenine - É o que me interessa
Imagem: arquivo pessoal

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Novidade


Saiu a 6ª edição eletrônica da Revista Cultural da Editora Novitas, " absolutamente prenhe de ideias e vivências: de Xico Sá a Sílvio Vasquez, de Abilio Manuel a Eduardo Braga, passando por contistas, articulistas, poetas..."

São entrevistas, artigos, poemas, contos, crônicas e uma infinidade de cultura pra ler. E lá na página 11 tem um poeminha meu, o "Ode (io) à métrica - um sentimento de samba", postado há pouco aqui no blog e que eu tive o prazer de tê-lo publicado na Revista Cultural Novitas.

Quem quiser fazer o dowload em PDF e ter acesso a tudo isso e tmbém aos demais números, é gratuito, basta clicar aqui.

Beijos a tod@s.

sábado, 3 de julho de 2010

Por um Fio




É que a tecitura dos meus versos
Se perde no emaranhado das tuas linhas.
Teia.
Reverso.
Avesso.
Alinhavo
E ponto.
Ainda assim, bordado.


Sugestão para ouvir: "A Linha e o Linho" - Gilberto Gil
Imagem capturada do blog www.extinto.blogger.com.br

sábado, 26 de junho de 2010

Ode (io) à métrica - um sentimento de samba



Te desejei poema livre
Sopro de letra ou canção
Rascunho do qual se vive
Suspiro solto, sem pretensão.

Mas eis que nesse instante não tenho o mote
Vai ver que agora me falta é sorte
Pra me desprender da tua imagem
Pra ver revelar outra paisagem
Pra poder somente falar de mim

Sim

Vai ver minha veia de samba é fraca
Não sei como aproveitar ressaca
Pra compor tão bonitos versos
Pra seguir caminhos mais certos
Pra encontrar outra estação

Não

Quem sabe isso é coisa de despacho
Aquilo que procuro, sempre acho
Não sei onde foi que tudo deu errado
Me empreste seu lenço, muito obrigado
Acho que fui triste dessa vez

Talvez

Melhor compartilhar teu calar
Melhor sentir fundo o meu penar
E sonhar com dias coloridos
Com os olhares proibidos
Nossos desejos distraídos

Quem sabe...

Imagem capturada do blog http://4.bp.blogspot.com
Sugestão pra ouvir: Tristeza Pé-no-Chão

sábado, 19 de junho de 2010

De sexta pra sábado, entre Josés e Franciscos



Era sexta. E José sai pra descansar como se fosse sábado.

É sábado. E Francisco é festejado, como o domingo, que é lindo, novela, missa e gibi.

Um vai. O outro fica. Ambos, inteiros, se deixam para todos. Paratodos.

José, o Saramago é um exemplo emblemático do que é extrapolar, ir além. O senso-comum o restringe ao universo cinematográfico do "Ensaio Sobre a Cegueira" ou de frases pinçadas pelos mecanismos de busca da modernidade, que aproximam a todos da epiderme de tantos, fazendo tuítar vorazmente. Assusta. É muito mais que isso. Foi além de livros, de fronteiras e nacionalidades. Doou suas palavras a todas as causas que o comoviam e as cedia como arma de luta em manifestos, cartas abertas, abaixo-assinados, notas e tantas outras formas que transformaram sua literatura num gigante de infinitos braços. A pontuação que insultava o fôlego dos desavisados, anunciava: falta ar nesse mundo turvo.

O outro, o Francisco, o Chico, ignora. Ignora o tempo, o gênero, a censura, a polícia, o entendimento reto. É homem a ponto de se fazer mulher para dizer fazer sentir o ser feminino. Fala de um amor inteiro, que chora sem esconder os olhos nem medir a altura dos soluços. Muito menos sem se preocupar com o rastejar aos pés da cama. É trilha de vida: de paixão, de ciúmes, de traição, de separação. E assim, junta pedaços de nós.

Em comum? Genialidade. Postura. O que desafiou em metáforas sutis a repressão escancarada da ditadura. O que criticou Barack Obama pelo bloqueio econômico à Cuba, revelando sua insatisfação após a euforia da esperança. O que declara voto, concorda que poderia ser bem melhor, mas ainda assim diz ao “caro amigo” o que acha: “volta, que as coisas estão melhorando”. O que se manifesta contra a pedofilia, o machismo e pelas causas ambientais. O que se assume: tímido no palco, tricolor e melhor escritor que músico.

Um não crê em Deus e o outro não se pune, nem deixa punir. Um não tem medo da morte, o outro roga pela vida. Donos de palavras, mais uma vez se distanciam apenas pela forma de dizê-las. De mãos dadas, questionadores do mundo.

Ambos fizeram da vida o seu melhor espetáculo. Usaram do tempo, deram voltas na história e construíram para si, intencionalmente ou não, a imortalidade. Aqui ou lá, seja “lá”, o lugar que for, jamais comporão repertórios de perda. Serão sempre ganhos. Sempre atuais. Sempre consultados. Sempre ouvidos. E do lado de cá, seja “cá”, também, o lugar que for, em qualquer tempo, haverá sempre público. Haverá sempre aplauso. Haverá sempre estréia.

Roda mundo, roda gigante!

Ambos permanecem. A ambos festejar e celebrar. A palavra se faz vida. E nela, nenhuma tarefa termina. “Deus lhes pague!”

* Trechos do Chico, em itálico;
** Sugestão pra acompanhar: Roda Viva

sábado, 12 de junho de 2010

Dos Caminhos


Você ainda,
E eu já
Você se,
E eu sim
Eu bem aqui,
Você lá
Eu estrada,
Você, fim.

Imagem capturada do blog www.danceando.wordpress.com

terça-feira, 8 de junho de 2010

Presente!

Porque quem tem amigos de verdade, pode se deixar falar por eles...
Obrigada, My, por me fazer mote da tua poesia!!!

Presente de aniversário publicado no Blog Tudo Junto, Meio Misturado.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Das datas


Muitos hão de perguntar:
- E quantas primaveras são?
Mas a boca silencia
Pois já parei de contar
E nem atento pra estação
Desde o chuvoso dia
Em que tive que aceitar:
Que as flores não chegarão.

Imagem editada, capturada em original no site www.casadart.com

domingo, 23 de maio de 2010

Do Desperdício


Desperdício denota alguma perda, e por si só já me soa mal. Desperdício de amor, então, sem querer ser insensível – muito pelo contrário – me parece tão grave quanto jogar comida fora quando há tantos com fome. É perda de tempo, de saúde, de sorriso, de felicidade, de vida. É a fome que, irresponsavelmente, não se sacia.

O filme “Romance” de Guel Arraes traz à tona personagens históricos que vivenciam o desperdício do amor, tendo como pano de fundo a história de Tristão e Isolda, que parece dar pano pra manga de outras tantas histórias de casais e seus amores que terminam sem vivenciá-los em sua plenitude, inclusive a do casal protagonista do filme, que por um mal entendido se separa, vivendo distante longos três anos, com seus amores,expostos ao relento da vida, desgastando-se em vão.

Quando assisti no cinema a versão hollywoodiana de Romeu e Julieta, chorei litros. A história, já conhecida, ganhou naquele instante um corpo e uma lamentação da minha parte que não se conformava. Eu batia o pé em dizer que não era possível que um amor tão grande pudesse acabar daquela forma. Era injusto. Era desperdício.

E isso vale para Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Abelardo e Heloísa, Pedro e Ana, eu, alguém e o amor que deixamos desperdiçar ali, num tempo qualquer. Sem o “requinte” das grandes tragédias - nem punhal no peito, nem veneno na boca - mas a distância declarada entre dois: que se sabem, que se dizem, que se encontram num sutil lugar ao qual chamarmos de amor. A distância conformada é tão violenta quanto qualquer arma, qualquer veneno. São dois que matam três, a si próprios e ao sentimento que, garantem, permanece vivo.

A grande questão é que na ficção, nos romances históricos, o público, ainda que emocionado, se sente amparado pelos desfechos que de alguma forma conseguem dar um tom romântico à tragédia: morre-se lado a lado, em busca da noite eterna, ou, como no caso de Abelardo e Heloísa, a história reconhece, tardia, a emergência do amor e estão lá, os dois sob a mesma terra, sepultados juntos, unidos para a eternidade, o que em vida não puderam transformar em verdade.

A vida grita outras coisas. A minha, pelo menos. Não me pretendo ser uma versão moderna de nenhum desses casais nem sob a garantia de virar best-seller nem ganhar o oscar. No que eu chamo de vida real e pulsante, algo desse tipo soaria muito mais como um dramalhão mexicano. Sobretudo se não há famílias rivais, instituições que perseguem ou coisas do tipo. O que há, simplesmente, é a construção de que a felicidade pode ser “só” isso. De que o que pode e pede para ser vivido deve ser calado e transformado em memória, como se a vida fosse um trilho do qual eu não posso, sob qualquer hipótese descarrilar, escolher outro rumo, porque aquele que eu tracei, à priori, não conduz mais ao lugar que eu desejava chegar ou então porque meu plano agora é ir a outro lugar.

A felicidade dos amantes só nos comove pela expectativa da infelicidade que os ronda. Sem sofrimento não há romance. Os amantes se amam, mas não conseguem enfrentar os obstáculos e serem felizes. Esse é o segredo do sucesso de Tristão e Isolda e foi isso que os poetas europeus da Idade Média descobriram: amor recíproco e infeliz*. Pode ser uma excelente e infalível receita para a literatura ou cinema, mas no plano da pele, isso vai além da comoção que dura alguns instantes após a leitura ou à exibição na sala de cinema. Uma escolha que pode desencadear o futuro ou engessá-lo na frustração.

O único sofrimento de amor é não ser correspondido*. Esse sim, é o empecilho real, concreto, o sinal vermelho, o atestado do erro. Manter-se fiel ao plano inicial, não ceder ao que o coração dita e a que, de imediato, o corpo reage, para mim, não parece nem um pouco com fortaleza. É desperdício, em qualquer tempo ou lugar, ou história. Desperdício, apenas.


* Falas do Filme Romance.

Imagem: screenshot capturada do filme Romance
Sugestão para ver e ouvir (cenas do filme e a música, de Caetano Veloso), aqui.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Trocando em Miúdos


Música e poesia são cheias de subjetividade. Quantas vezes escrevo querendo dizer outra coisa, ou de tal forma, que haja um entendimento endereçado. Metáforas, vocabulário íntimo, alguns quase-recados dissolvidos em meio à poesia que eu nem sei se chega onde eu quero.

Na leitura não é diferente. E a curiosidade me inquieta. O que quiseram dizer com isso? Que sentimento teria provocado essas palavras, essas rimas, essa pontuação? Quem teria inspirado tal melodia? O que terá sido vivido assim, a ponto de formular um novo conceito para uma palavra fria e que agora soa tão minha?

Felicidade é poder saber. Eu me senti assim quando soube da história da “medida do Bonfim” que aparece em “Trocando em Miúdos”, do Chico Buarque. A música triste, praticamente um despejo, um fim, seus procedimentos práticos e as duras constatações. A medida do Bonfim é aquela fitinha, um souvenir baiano, praticamente um amuleto que a gente amarra no pulso, dá três nozinhos e faz três pedidos. Quando chegou por aqui, na década de 50, era feita de seda, tinha seus escritos bordados com linha dourada e era usada como um colar, ao qual se pendurava um pingente como forma de troca a um pedido, um pagamento de promessa. Ganhou esse nome por ter os mesmos 47 centímetros do braço do Cristo da estátua do Senhor do Bonfim.

O mercado se encarregou de trocar o material de que são feitas as fitinhas e massificar o seu consumo. Quem não tem pedidos a fazer? Três nozinhos seriam até pouco para o tanto que se quer.

Já usei tantas. Já as vi cair de velhas e esgarçadas. Já as quebrei antes do tempo porque os pedidos haviam expirado, já queria outros em seu lugar. A última delas, ainda resiste no pulso e do ritual, eu me lembro bem: no primeiro pedido o que quero, no segundo, o mesmo pedido, afirmando que o quero muito e no terceiro, só pra garantir, ele de novo, deixando claro a qualquer santo que o desejo era raro, nobre e consciente. Ali eu estava, após o primeiro nó, autenticando a minha vontade. Garantindo que não havia erro. Isso mesmo, podem mandar!

Há pouco descobri que as cores das fitas representam os orixás. A que ainda trago amarrada é verde, Oxossi. Representa a caça e a fartura. É provável que um de nós não tenha cumprido sua tarefa a contento. E assim, me descontento.

Por tantas vezes também já cantei essa canção. É quase um exorcismo necessário. Item obrigatório da lista de canções que fazem a trilha dos finais. sem direito a brinde ou aplausos. Mas dessa vez, não há miúdos para trocar. Até as palavras, já foram todas ditas. Em acordo, elas se entrelaçam no peito, feito a fita em meu braço. E mesmo assim, amarradas, se perdem. Vagam soltas no ar, povoam o pensamento que, insistente, não consegue compreender em que matemática humana um mais um é diferente de dois.

A fita ainda não quebrou. Mas hoje a retiro, enfim. Não é preciso esperar para saber o desfecho: “Não me valeu”. Fico com as melhores lembranças – o resto é seu. E o único lamento de que seja agora, é essa “leve impressão de que já vou tarde”.

Para ouvir Chico, aqui. 


Imagem capturada do blog: culturaenutil.wordpress.com

domingo, 9 de maio de 2010

Mãe


Ela:
A mesma que eu poderia ser
E quem sabe
Serei ainda, é o intento
Eu que a sei por dentro
Ambas de gêmeos
Mas únicas
Nas batalhas, nos tormentos.
Miúda, feito formiga
Anda ligeiro
Carrega peso maior que o seu
Fala muito
O doce, o amargo
E sorri largo
Até daquilo que já perdeu.
Será que sou ela?
Será ela, eu?
Quase cabe no meu abraço
E não gosta muito de beijo
Faço de conta que esqueço
Consciente, desobedeço
Nem sabe o quanto é amada
E eu sei o quanto me adora
Pois mesmo já estando aqui fora
Ainda é lá dentro que ela me guarda.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Recusa



Há um poema que não quer sair
Reluta, recusa, se nega
Sabe o que é dor de parto
Sabe o que é dor de partir
E só aqui dentro sossega
Pois se sabe incapaz de ter que despedir.

Que seja palavra covarde
Que seja olhar que se esconde
O que se foi, eternidade
Só o silêncio responde.

O que hoje cala, é porque não quer falar
Fosse presente, eu daria
Fosse canção, a ti cantaria
Mas é pura imperfeição
E me dou o direito de poder praticar.

Como os olhos que aos sentimentos não traem,
Há palavras que da minha boca não saem.

Imagem: arquivo pessoal.

domingo, 18 de abril de 2010

Recebi o doce convite do Ítalo Puccini pra escrever sobre futebol. Melhor que isso, pra escrever sobre o Botafogo.
Metida como sou, aceitei.
E estou lá.
Aguardamos, então, a visita de vocês no "O Ópio do Povo".

Abraços e ótimo domingo!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Aqui bem longe



Dos séculos de tempo
Contados minuto a minuto
Vividos,
Mastigados,
Dia a dia, devagar.
Dos anos-luz de distância
Arrastados metro a metro
Seguidos,
Caminhados,
Passo a passo a aumentar.
Restou aqui dentro
Um retrato do céu:
Lá em cima,
Aqui embaixo
É sempre o mesmo lugar.

Ao som de "Longe", de Arnaldo Antunes, tão bem pinçada por Sylvia Araújo. Ouça aqui.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Temporada


Não é que não haja mais verso
Nem tampouco acabou a rima
Mas essa coisa de sonhar vicia:
Inquieta a noite,
Me ocupa o dia
Que se já era disperso
Quando um pouco eu tinha
Avalia, agora
Que a ausência domina.
Eu sei, eu sei
Essa história é mais minha
E de uns atos pra cá
Resolvi contracenar
Com um fantasma que eu criei
Monólogo líquido
Roteiro ríspido
E é a hora de escrever o desfecho -
- o que não parece fácil
Pôr um fim, onde nem vejo começo
De repente, só durou um segundo
Que mais pareceu todo o tempo do mundo
E tenho agora à mão
Uma caneta, uma obrigação
De uma tarefa desigual:
Escrever o tal ponto final
Fim da estrada de mão-dupla
Há muito cortada por interdição
Mas que ficou uma via
A atravessar o tempo
O caminho, a vastidão.
E falta pouco, é só mudar a estação.
Será minha estréia, esse dia:
No inverno a chover,
Muita água a cair,
Todas as coisas molhar
E sem que ninguém faça idéia
As últimas lágrimas escorrer
Com a chuva, fazer confundir
E até a mim enganar.

Aqui jaz.
Essa história sai, enfim, de cartaz.



Imagem googleada.

Até a próxima temporada...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Agenda

 
Houve um tempo em que a felicidade se escondia, matreira, nos fins de semana. 
E eu sugava os dias com a pressa de quem está prestes a perder a hora do vôo.
Houve também quando o final de semana era um abismo entre dois sorrisos e nele, nenhum motivo para voar. 
Na segunda, eu era a primeira!

Hoje eu nem sei mais.
Hoje, tanto faz.

Imagem do site www.coxanautas.com.br