
À espera dos olhos
Que me devorarão a alma.
Da boca
Que me sugará a essência.
Das mãos
Que me farão presa irrestrita.
Da noite
Que bem poderia me negar o amanhã.
Imagem capturada do blog: www.coisasqsei.wordpress.com

Imagem capturada do blog: www.coisasqsei.wordpress.com
Meus versos andam rasos.
O que espanta é o encanto.
Se eu me conformo em fazer
Mas é que aqui, 



Eu queria mesmo era não ter assunto. Não ter muita coisa a dizer e assim, estar livre para desenhar poeminhas rasos, textos movidos pelo acaso. Falar do som contínuo dessa chuva que cai e que é a música que ouço desde a madrugada. Mas eu vi e vivi a madrugada inteira febril, com a vontade quase necessária de transformar qualquer parte desse todo em palavra, como se isso fosse para mim um remédio, um antitérmico, um antiespasmódico, um antiséptico, um antiofídico, que fosse. Bastava ser “anti”.
Me mudei. Não sei por quanto tempo, não sei se é temporada ou se por lá viverei estações. O certo é que não estou aqui.
Deixa que a chuva lave
Deixa que o vento seque
Deixa que o tempo passe...
Se de nós independe,
Solta, pois, as rédeas
Deita sobre meu peito e sonha...
Deixa!
Amanhã eu te devolvo os ponteiros...
Imagem googleada.