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domingo, 11 de janeiro de 2009

E a noite se confundiu com uma lua
De tal forma prata,
De tal forma inteira
E que escolheu minha janela como moldura
Me causando hipnose,
Me sentenciando à insônia
Como quem pune a quem ousa disputar um brilho-real.
Ainda assim pareceu generosa
A iluminar-me o corpo por toda a noite
Por cada ângulo...

E a madrugada veio com a claridade
E com saudade
O céu se pôs a chorar...

(foto: Paulo Almeida - www.1000imagens.com)

6 comentários:

Assis de Mello disse...

Poxa, como é bom o seu blog !!!
Muito lirismo intimista por aqui. Adorei este poema.
Seu texto sobre o Caio Fernando Abreu é ótimo.
Você não fica só navegando na epiderme das coisas, vai às entranhas, ao timo, ao duodeno, ao coração.
Um beijo !!!,
Chico

Mara faturi disse...

Oi linda,

comentário assim do ASSIS...Aff...ele é MARAVILHOSO;)
E ele tem toda razão...seu texto é visceral!
Hoje o céu está muito saudoso por aqui tb, aí a natureza e todas as coisas choram...
bjo e flores *(*(*(

Bebel disse...

Acho que já falaram tudo...
Me calo e contemplo o teu poema, como a lua foi contemplada por ti...

Beijos, lindume

anazézim disse...

Pois é. E ontem foi tão bonito, sabe, que aqui não deixei o céu chorar. Mas como ventava e fazia barulho o vento, cantava... Parecia ópera, arrepiante!

Bom, o que importa foi que chegastes onde rabisco até com os pés na areia e, pelo "Ellenismos"... Tu não chegaria de forma mais encantadora. =)

O prazer é meu. Volta?

nina rizzi disse...

foi uma noite insône..

anazézim disse...

exato. sabe o que acontece? tem coisa bonita ao meu redor, poucas as coisas, mas tão imensas, absurdas de bonitas! é muito bom sentir a proximidade dentro-fundo, não acha?