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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009



Vou escolher outra rua, talvez opte pela contra-mão. Assim posso encarar de frente quem vem ao meu encontro. Simplesmente decidi infringir, porque o preço pode ser até bem pequeno diante do que posso encontrar.

Enfeito o meu próprio altar, uso colorido e borrifadas a mais de perfume. Me maqueio de sorriso e canto. Quero cantar alto e falar palavrão. Em outras línguas ou no melhor português. Me transformo em palavras perdidas dentro de um livro que alguém lê e viro imagem.

Fujo de horários, queimo madrugadas, faço companhia à insônia emoldurada por leituras profundas ou vãs. Rasgo longas cartas, abrevio a vida em bilhetes, leio respostas. Sinto meu corpo tremer. Faz um frio... Coloco lenha na fogueira, porque vejo que o calor pode estar ao meu alcance.

Não me preocupo com riscos, nem meço conseqüências. Hoje ainda não acabou, perdi meu relógio e o amanhã é longo.

Entre um trago e outro, respiro fundo e me encho de vida. A bagagem já é grande e seu peso, considerável. Mas vez por outra perco o fôlego, rejuvenesço, me permito tremer sem me preocupar com a nitidez da foto. Não vai ser preciso registrar.

Junto pedaços e faço uma linda colcha. Está aberta a temporada de mim.





Imagem original capturada no blog pitux.blog.simplesnet.pt

3 comentários:

nina rizzi disse...

"nao sou eu quem me navega, quem me navega é o mar"... que o mar nos traga tudo de melhor: poesia e cor ;)

Mara faturi disse...

Aff, que cosa mais linda;)e essa colcha ficou indescritível;AMEI!!!
bjos

Isabella disse...

Cazzo, Moniquita,
Que corramarlinda isso!!!

Porque também é preciso ousar...
E principalmente sermos a artista principal do nosso espetáculo...

Que venham as oportunidades que a vida tem a oferecer!!!

Beijos e ótimos arremates!