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sábado, 5 de abril de 2008

...Equalizando...

Todos os versos jogados ao vento,
Nenhuma palavra repousa quieta sobre o papel
Desde que essa porta fora aberta
Nada mais ficou no lugar.

Lutei pela chave,
Briguei para ver o lado de lá
E agora, feito pássaro em gaiola aberta
Coagido pelo medo do inseguro,
Seduzido pelo cheiro da liberdade
Temo o poder e a resistência das próprias asas e
Assisto sem ação
À desordem estabelecida
Como quem decora o lugar
Que não quer mais estar.

Mas é tudo resolvível:
Se as saudades têm endereço certo,
Mando carta pra cessar.
As lágrimas, findam a estação da aridez
E têm agora horas contadas pra estancar.
E restando o chão molhado
Há de brotar a novidade
Coração fértil florindo em rimas
As próximas páginas a escrever.

2 comentários:

Simone Oliveira disse...

E que sejam páginas de alegria!!
Tem horas que a vida parece tão louca né? Mais tempestades do que letras.
Bjs,
Simone

Anônimo disse...

É isso mesmo...Basta uma gota D'agua e uma sementinha, do resto a natureza se encarrega....