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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Das noites nos dias


Aqui:
Bem do lado do leito
Talvez pra forçar rima boba com peito
Mora o côncavo que deixaste
Um quase-retrato do corpo teu
Feito temporal e abismo
Não que nele me empurraste
Mas que vez por outra me deixo cair
Sim, eu cismo!
E até pra melhor te sentir
Lembro-me que sou côncava também
Pelo peso das horas que iam além
E que éramos um, resistindo em partir.
Mas ontem sonhei
Em rara noite de calmaria
Que ao acordar, feito canção
Havia tua resposta ao meu bom-dia
E aquela antiga aflição
A tomar conta de mim:
Entre o real e a ilusão
Abraço inteira a noite sem fim.

Imagem capturada do blog www.arturguimaraes.wordpress.com

19 comentários:

Adolfo Payés disse...

Me gustó, es como dibujas con tus letras.

Un abrazo
Saludos fraternos

Que disfrutes del fin de semana...

Carol Freitas disse...

Ah, Moni! Que coisa! Mania sua essa de me deixar sem saber o que dizer! rs

'Abraço inteira a noite sem fim.'

Lindo! Acho melhor ficar em silêncio e apenas sentir o que foi escrito.

Beijo!

NDORETTO disse...

Lindo! Passional !

Bolero.....

bjs!

Rafael Castellar das Neves disse...

Opa! Que ótimo texto...muito bom...gostei do que encontrei por aqui!!

[]s

Renata de Aragão Lopes disse...

"Aqui:
Bem do lado do leito
Talvez pra forçar
rima boba com peito
Mora o côncavo que deixaste"

Ah, Moni!
É dessa rica simplicidade
que mais gosto!

Abrace inteira, sim,
noites e noites sem fim...
Que o real e a ilusão
sequer possuem um muro
entre si.

Um beijo, querida!

Sylvia Araujo disse...

E quando venho deixar beijo de bom dia, me lambe inteira essa tua noite de calmaria.

Abraço inteira suas palavras sem fim.

Beijo.

A Moni. disse...

Adolfo! Sempre bem-vinda e festejada a sua visita. Uma ótima semana!

Carol... Você é um doce! rs
Sintamos o texto inteiro que tem o silêncio a dizer...

Quase sempre tudo muito passional por qui, né, Neusa? rs
E você sempre encontrando música nisso tudo... Que bom!

Que bom que gostaste, Rafael...Volte muito!

Rê, querida! Adorei esse diálogo:

"Abrace inteira, sim,
noites e noites sem fim...
Que o real e a ilusão
sequer possuem um muro
entre si."

Nada mais verdadeiro. A linha entre o real e a ilusão se perde no piscar de nossos olhos!
Obrigada, querida!!!

Ô, Sylvia! Que bom que as palavras chegaram tão inteiras pra você!

Beijos e carinho a tod@s!

Marcelo Novaes disse...

Moni,



Os vazios nos explicitam, tantas vezes.







Beijo.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga.

Entre o real e o imaginário,
muitos dos nossos sonhos
morrem ou renascem
a partir dos sentimentos que crescem no
coração de quem amamos.

Uma semana de paz para ti.

Paulo Rogério disse...

"Entre o real e a ilusão
Abraço inteira a noite sem fim." Que dizer: perfeita!
Beijos, Moni!

HNETO disse...

Abraçar a noite que não termina é um final perfeito para todo o peso das horas.

Myrela disse...

Côncavo que deixaste: Que definição mais poética pro vazio...
Maravilha!

Fern. disse...

Obrigada pelas palavras carinhosas!
E pq será que a saudade bate sempre pior à noite? Ai,ai...
Belo poema! Muito identificável!

Diego Morais disse...

Lindo poema.
Bem interessante.
Valeu pelo comentário.
:)

Diu Mota disse...

A vida vem...às vezes côncava, e devemos estar convexos?!
Belas palavras

Demorei?!
rsr
bom dia!

Elzenir Apolinário disse...

Moni, perfeito!!! Adorei sua forma de se expressar. Bom dia!!!Bjs

anazézim disse...

por isso que a poesia nunca finda.

beijos minha querida!

Felipe A. Carriço disse...

Alguns são côncavos... outros convexos. Tudo em seu devido lugar (abraçados, quem sabe?)

Talita Prates disse...

Estou aqui a reler o poema pela quinta, sexta vez
: olhos marejados.

Achei lindo de viver e de dar saudade.

(mandei pro meu bonito, que tá longe... rs)

bjo, querida!

Talita.